NEVERLAND/NEVERWAS…
Sonhei esta noite, que a Lua se tinha recusado a ser Lua Nova e que continuava Cheia. Havia grande constrangimento por todo o Universo, já que obrigava a que todos se tentassem adaptar, se não quisessem que houvesse grandes tempestades cósmicas, com calma celestial, e rapidez terrestre, visto que as marés já andavam em perfeito badanal provocando que se atrasassem uns nascimentos para outros se adiantarem
Sonho fantástico, lua como nunca tinha visto, estrelas cadentes que formavam pingentes que caiam dos céus a velocidade estonteante, mas sempre seguidas de outras, e mais outras, num fogo-de-artifício de uma única cor, deslumbrantemente azul prateado.
Ouvi um ciciar insistente, “que a Lua é Nova quando se encontra mais perto do Sol e por isso é magnetizada e vivificada por ele, é a fase que corresponde à paciência, à espera”.
A pouco e pouco, lá foi desaparecendo a Lua Cheia, dando lugar à sua oposta.
As estrelas caíam, não sei se com maior frequência, ou com maior intensidade, ou, ainda, deixando ficar o rasto mais tempo, sei que se abriu uma fresta de luz no firmamento, que se foi abrindo, abrindo, abrindo….para eu passar? Fiquei na dúvida se o queria fazer e a fresta começou a fechar. Num repente, sem pensar mais, o que fosse soaria, lancei-me para poder por ela passar.
Foi então que acordei
Entre Neverland, Neverwas e o País das Maravilhas, está o sonho
É necessário viver o que se sonha
É necessário sonhar bem para se viver bem
«Comece pelo início e quando chegar ao fim pare»























